Município de Viseu e Banco de Portugal fecham acordo para utilização de edifício histórico

A Câmara Municipal de Viseu aprova amanhã, na sua reunião de Câmara, um acordo de cooperação com o Banco de Portugal para a cedência, utilização e valorização do piso superior do edifício histórico da instituição, situado na cidade, na Praça do Município.
O acordo tem vindo a ser trabalhado desde há um ano entre o Presidente da Câmara, Almeida Henriques, e a administração do Banco de Portugal, significando para Almeida Henriques “uma dupla conquista: a restituição à cidade de um património histórico pouco conhecido e que se encontra hoje devoluto e fechado, e a transferência de serviços municipais para um contexto com melhores condições de trabalho”.
O contrato de comodato não terá associado qualquer custo de renda. “Nesta opção, todos ganham”, considera Almeida Henriques. “A cidade valoriza um património importante e emblemático, o Município adquire melhores condições de funcionamento e o Banco de Portugal vê salvaguardado este seu imóvel”.
No piso que será cedido para utilização pelo Banco de Portugal serão instalados, após obras de adaptação, as divisões municipais de Estudos e Planeamento e de Cultura.
Situado no Rossio, e com ligação a duas das artérias mais emblemáticas da cidade, a rua Formosa e a Rua da Paz, o edifício do Banco de Portugal foi edificado entre 1920 e 1930, com a assinatura de João de Moura d’Eça. Arquitetonicamente pauta-se pela sua monumentalidade de tradição clássica, combinando diversos materiais construtivos marcantes da praça: o mármore, o granito e o ferro.
Uma particularidade local marca ainda o edifício: é o facto da marca do Banco de Portugal adotar na fachada um formato octogonal, e não a sua imagem circular habitual, no que tem sido visto como uma referência à Cava de Viriato, o maior monumento nacional de Viseu.