• Sé Catedral
  • Cruzeiro
  • Museu de Arte Sacra
  • Igreja da Misericórdia
  • Museu de Grão Vasco
  • Fonte das 3 Bicas

 
Nome: Sé Catedral
Descrição: “A Sé Catedral, entendida no seu todo revela-se como um harmonioso conjunto, resultado de sucessivas intervenções de diferentes construtores, que na estrutura da igreja deixaram as marcas do seu tempo. A base arquitetónica da Catedral remonta aos séculos XIII-XIV, em estilo Românico-Gótico, tendo-se arrastado a construção por vários séculos. A sua estrutura de planta latina, cujos muros dos braços desiguais ainda subsistem, sustentados por robustos contrafortes, traduz essa linguagem, de um românico tardio e evocativo. Numa das mais “compostas” praças de Portugal, impõe-se a fachada principal, onde se pode ler o vocabulário românico na antiga Torre do Cartório, hoje Torre do Relógio. A outra torre, chamada Torre dos Sinos, adjacente ao Museu de Grão Vasco, é apenas uma evocação desse tempo, uma reedificação que substitui a inicial, que ruiu devido a um forte temporal em Fevereiro de 1635. O corpo central da fachada que hoje se pode contemplar (substitui frontispício manuelino que existiu até 1635), é fruto do labor do arquitecto João Moreno, cujo nome está ligado à cidade de Salamanca. A linguagem arquitetónica utilizada tem inspiração nos retábulos maneiristas, de vocabulário sóbrio e equilibrado, dividida que está a fachada em três registos horizontais, onde se rasgam 6 nichos que albergam as imagens dos 4 Evangelistas, de S. Teotónio (ao centro) e no registo superior, a imagem de Nossa Senhora da Assunção. Interiormente, é um espaço que convida ao recolhimento e a uma comunhão mais perfeita com a divindade, uma vez que a mística de outros tempos continua presente, apelando aos sentidos. Compõe-se o interior de três naves, onde cada tramo é definido por volumosos pilares com colunelos adossados, interrompidas pelos braços do transeto e pela leitura da capela-mor, feita em profundidade. A cobertura das naves é conseguida por uma das mais peculiares e emblemáticas abóbodas assim construídas, a chamada “abóboda de nós”, terminada em 1513 e mandada fazer por D. Diogo Ortiz de Vilhegas. A capela-mor, modificada no século XVIII, recebeu então o retábulo de estilo joanino, um magnífico labor de talha, com uma linguagem rica e exuberante. Um espaço com uma ambiência barroca que é completado com o esplêndido cadeiral de pau-preto e castanho dourado, cujo risco se deve a Gaspar Ferreira. O tecto da capela-mor é em abóboda de berço, de tijolo, pintada em grotesco. Do século XVIII são ainda os altares colaterais, que possuem magnifica imaginária de madeira e os dois púlpitos gémeos, que se encontram na nave central. No topo desta, foi recentemente colocado um novo altar, da autoria do Arquiteto Luís Cunha. No século XVIII foi reformada e azulejada a sacristia, de 1574. Acostado à face sul da catedral, o claustro inferior, (designado de claustro de D. Miguel da Silva), data do século XVI e é uma das mais exímias construções desse tempo, um espaço amplo e humanizado; só no século XVIII é que a galeria superior foi acrescentada, aberta através de colunas em estilo dórico e com cercadura de balaustrada de pedra. Este claustro superior dá acesso à Varanda ou Passeio dos Cónegos, com traço arquitetónico à italiana, nacionalidade do seu autor Francesco Cremona. Merece referência, pela beleza e cronologia, um curiosíssimo portal Românico-Gótico, que existe no topo oriental da ala norte do Claustro (inferior) e que liga ao corpo da igreja. Foi posto a descoberto em 1918, e assim se pode contemplar o portal, constituído por quatro colunas de cada lado, sustentando as arquivoltas de granito dourado mesclado com um toque de sanguínea, e decorado com bolas e folhagem estilizada. Sobre os capitéis figuram peculiares aves, com simbologia inerente. Na parte superior deste portal está um pequeno nicho com escultura de pedra da Virgem com o menino. Neste espaço de oração e contemplação, existem ainda várias capelas, que acolhem diferentes devoções.
 
Nome: Cruzeiro no Adro da Sé
Época de construção:
1760
Cronologia: Século XVIII
Descrição: Gracioso cruzeiro de granito, mandado levantar por D. Julio Francisco de Oliveira, que perpetuou no tempo a sua memória através de um brasão colocado na base do fuste do cruzeiro, onde estão impressas as armas episcopais.
 
Nome: Tesouro de Arte Sacra
Descrição:

No claustro superior da Catedral localiza-se o Museu de Arte Sacra, constituído por peças do tesouro da Sé – esculturas, mobiliário, custódias, cofres, relicários, paramentaria, livros, etc.
 

Serviços:
Horário: 9:00h - 12:00h ; 14:00h - 17:00h; Domingo14:00h as 17:00h
Dia de Encerramento: Segunda-feira
Preços: Bilhete normal – 2,50 euros Estudantes e crianças – 1,25 euros
 
Nome: Igreja da Misericórdia
Época de construção:
Data provável: 1510
Cronologia:
1510
Descrição:

Igreja de beleza faustosa, enquadra o lado poente da praça que se estende a seus pés. Esta obra parece assumir o espírito da arquitectura do século XVIII, onde se verifica um forte ecletismo e, apesar da predominância do estilo Rocaille, transparece a arquitectura chã. Desenvolvida num registo horizontal, a fachada da Misericórdia apresenta um corpo central que se impõe, de maior altura, rematado por um frontão ondulante, coroado este por uma cruz; o desenho do frontão é acompanhado pela empenha que enquadra as armas reais. No centro deste corpo festivo abre-se o imponente portal, enquadrado por uma varanda com balaustrada e que comporta três grandes janelas que dão acesso ao coro alto. Nos panos laterais, divididos por pilastras e impondo uma certa simetria, rasgam-se duas janelas de sacada com balaústres, de cada lado, a que correspondem dois portais de singela moldura. Uma elegante balaustrada remata os corpos laterais, e sobre estes erguem-se as torres sineiras de corochéus aligeirados pelo chanfro do granito, conferindo ao edifício uma ténue verticalidade. A Igreja, no seu interior, desenvolve-se em volumes diferenciados. Apresenta uma única nave e capela-mor, separados estes dois espaços por um arco cruzeiro, que se impõe pela nobre estrutura que termina num frontão curvo, decorado ricamente com motivos festivos. Data do século XIX. Os panos murários, tanto da capela-mor como da nave, são rasgados por portas e janelas de sacada com balaustrada, atenuando-se assim uma certa sobriedade e austeridade deste interior neoclássico. A linguagem deste estilo está também representada nos retábulos que datam do século XIX. Facilmente se identificam nestes retábulos elementos do vocabulário arquitectónico, como por exemplo o predomínio das linhas direitas e a contenção decorativa. No trono do retábulo-mor, qual trono eucarístico, assenta a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, que protege um par de pobres ajoelhados a seus pés, obra do século XVIII. Na nave, ainda se encontra a banqueta do órgão Barroco, recentemente destruído por um incêndio.
 

 
Nome: Museu de Grão Vasco
Descrição:

Contíguo à catedral, do lado norte, fica um majestoso edifício em granito, o antigo Paço dos Três Escalões, atualmente Museu de Grão Vasco. A sua principal colecção é constituída por um conjunto notável de pinturas de retábulo, proveniente da Catedral e de igrejas da região, da autoria de Vasco Fernandes (c 1475 – 1542), o Grão Vasco. Nesta galeria expositiva constam também preciosos óleos e desenhos do grande Columbano, as telas de mestres como Malhoa, Alfredo Keil, Soares dos Reis, Bonvalot, Marques de Oliveira, António Carneiro, Silva Porto, António Ramalho, Sousa Lopes…; são dezenas e dezenas de outros tantos artistas nacionais e até estrangeiros, como Madrazo e Benlliure. O Museu de Grão Vasco tem ainda miniaturas, porcelanas, mobiliário, estofos, esculturas, jóias, numismática e outros primores e preciosidades de Património Nacional.

 

Serviços:
Acolhimento (Loja e Cafetaria/Restaurante) • Exposição permanente • Serviços Educativos
Horário:
3ª Feira – 14:00h – 18:00h 4ª Feira a Domingo 10:00h – 18:00h
Dia de Encerramento:
À Segunda e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Preços:
Bilhete normal – 3,00 euros Descontos: Cartão-jovem – 1,20 euros Jovens (15 – 25 anos), Reformados, Professores de qualquer grau de ensino – 1,50 euros Bilhete de Família (famílias com 2 ou + filhos) – 50% de desconto sobre o preço do ingresso de um dos pais acompanhantes Isenções: Entrada gratuita aos Domingos e feriados até às 14:00 Membros da APOM, ICOM, Academia Nacional de Belas Artes, Academia de Ciências e Academia Portuguesa de História (devidamente credenciados), Mecenas institucionais (nos respectivos museus), Membros das Associações dos Amigos de Museus (nos respectivos museus), Funcionários e Serviços dependentes, Crianças até aos 14 anos, Professores e Alunos integrados em visitas de estudo
 
Nome: Fonte das 3 Bicas
Descrição:

Uma graciosa fonte, com tres bicas, que obedece aos preceitos da estética barroca e concorre para a magnificência da praça que se contempla na vizinhança. Segundo nos diz a inscrição esta fonte foi para ali trazida em 1905, vinda da Quinta das Bicas.

 

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