• Casa dos Mendes
  • Capela de S. Sebastião
  • Capela da Srª dos Remédios
  • Estátua D. Duarte
  • Cruzes
  • Casa do Soar
  • Fonte
  • Passeio dos Cónegos
  • Largo de S. Sebastião
  • Porta do Soar
  • Rua Grão Vasco
  • Antiga Casa do Pintor Almeida e Silva
  • Casa do Largo
  • Largo Pintor Gata
  • Praça de D. Duarte
  • Monumento Comemorativo
     
      
Nome: Casa dos Mendes
Época de construção: Século XIX
Descrição:  “Edifício que se destaca no espaço envolvente, quase sobre o Rossio, pela nobreza do seu risco e clareza de linguagem, propriedade da Santa Casa da Misericórdia. No seu corpo horizontal organizam-se dois pisos, sendo o piso superior o andar nobre, recebendo este, maior cuidado no trabalho decorativo, nomeadamente no corte das janelas e respectivas molduras. No centro da fachada apresenta-se um portal, ladeado por dois óculos, encimado por uma varanda com gradeamento de ferro e rematada por um frontão curvo. Interiormente, o átrio e a escadaria foram decorados com azulejos neoclássicos e o teto deste espaço, com as armas da Misericórdia.
   
Nome: Capela de S. Sebastião
Cronologia: Reedificada no século XVIII
Descrição: Fazendo parte integrante de um largo harmoniosamente composto, a Capela de S. Sebastião apresenta-se como um templo de delicada arquitetura, que encanta pela singeleza do traço e pelas equilibradas proporções. Apresenta na fachada um portal de desenho primário, e a ladear este, duas janelas que se abrem para iluminar o interior. São aberturas de risco simples, apenas animadas por um frontão decorativo. Por cima do portal descobre-se uma espécie de óculo, de traçado cuidado, de formas dinâmicas e movimentadas. Duas pilastras adossadas, coroadas por urnas ornamentais, parecem enquadrar esta fachada. O conjunto é rematado por um frontão sinuoso e ondulante, sustentando uma cruz que assinala a religiosidade do local. O interior é valorizado pelo retábulo (dos finais do século XVIII, inícios do século XIX), em branco e dourado, que testemunha a transição do Rococó para o Neoclássico.
   
Nome: Capela da Srª dos Remédios
Época de Construção: 1742
Descrição: Deve-se a sua construção à esmola dos devotos. Situada num pitoresco largo do centro histórico, Largo Pintor Gata, antiga Praça da Erva, esta capela é um pequeno templo que se apresenta e abre às devoções de quem passa. Constitui-se como uma edificação otogonal, assente num patamar de pedra, acedendo-se ao seu interior através de uma escadaria. Exteriormente ressalta a dicotomia que se estabelece entre o branco das paredes caiadas e o cinzento do granito que ocupa várias zonas, nomeadamente as arestas das faces com pilastras adossadas, que depois de trespassarem a cornija do telhado, se prolongam e terminam em bolas. O vértice do telhado é rematado por um adelgaçado pináculo. No pano murário que se entende como sendo a frontaria, por albergar a porta que dá acesso ao pequeno templo, rasga-se um óculo de formato ondulante, que ilumina de forma intensa o espaço interior. Iluminação esta que se complementa com a luz fusca e difusa que se filtra através das pequenas aberturas desenhadas nas faces contíguas à “fachada”. Num plano mais recuado ergue-se a torre sineira, de leitura harmoniosa, que concorre para que esta capela se apresente como um edifício melodioso. Entrando, deslumbra-se um interior que apesar de dimensões reduzidas, nos convida ao recolhimento e nos envolve numa atmosfera mística. O nosso olhar é de imediato conduzido até ao altar principal que se inscreve numa capela pouco profunda, de volta perfeita e abóboda de berço. O retábulo, datado de meados de setecentos, ostenta dois pares de colunas coríntias de fuste liso, um dossel que ambienta a imagem da Senhora com o Menino ao colo, e no remate uma “glória” radiante exibida por dois anjos. A imagem da Santa devota é obra das oficinas de Coimbra e é feita em calcário. Assenta sobre um plinto de madeira entalhada. A ladear o altar principal, nas paredes contíguas, rasgam-se dois nichos, em simetria, de feição muito simples, albergando as imagens de S. José e do Coração de Jesus, de madeira policromada e sem grande interesse artístico. O trabalho em talha, esta por dourar, ocupa também as sanefas e balaústres da tribuna e da janela fronteira a esta, voltada a Sul. Esta ambiência de envolvimento completa-se com os frisos azulejares que preenchem as paredes livres, onde se desenvolvem motivos religiosos, alusivos a santos eremitas, à Sagrada Família e S. Jerónimo. As pequenas cartelas, localizadas pontualmente, mostram alguns símbolos de Nossa Senhora.
   
Nome: Estátua de D. Duarte
Descrição: No meio da praça que recebeu o nome do Rei Eloquente, 11º Rei de Portugal, nascido em Viseu a 31 de Outubro de 1391, o monumento da autoria de Álvaro de Bré.
   
Nome: Cruzes
Descrição: Existiam noutros tempos, catorze cruzes entre o Largo da Misericórdia e a colina da Via-Sacra e que marcavam a trilha a percorrer nas procissões que se faziam em tempo de Semana Santa, como que uma evocação dos passos dados por Jesus até ao Calvário. Apenas uma dessas cruzes chegou aos nossos dias; um pequeno nicho, coroado por uma cruz, que servia de expositor a uma bandeira com um dos Passos da Paixão.
   
Nome: Casa do Soar
Época de Construção: Século XVII
Descrição: Apresenta a sua fachada volta para sítio onde duas ruas se encontram, acompanhando o traçado das mesmas. É uma típica casa beirã com o seu balcão alpendrado da entrada, que nesta casa de rico modesto é o único elemento merecedor de referência. De feição mais recente, e em desfasamento com a original, são o portão e o muro que a fecham. Como apontamento curioso a epigrafe da janela que recorda aos Homens a efemeridade da vida humana: Homo Bulla.
   
Nome: Fonte no Largo do Pintor Gata
Descrição: Fonte talhada em granito, de composição formosa e singela, integrando-se harmoniosamente e de forma discreta na ambiência envolvente.
   
Nome: Varanda ou Passeio dos Cónegos
Descrição: O Claustro superior da Sé Catedral dá acesso à Varanda ou Passeio dos Cónegos. Uma construção que apresenta traço arquitetónico de inspiração italiana, nacionalidade do seu autor Francesco Cremona.
   
Nome:  Largo de S. Sebastião
Descrição:  Pequeno Largo ambientado pela Capela de S. Sebastião e pela Casa do Largo, hoje Jardim-de-infância.
   
Nome: Porta do Soar
Descrição: Na antiga muralha Afonsina, de que hoje restam alguns troços, estavam incorporados sete entradas. Destas, presentemente, existem duas e vestígios de outras tantas. 1. A da Porta dos Cavaleiros, ainda existente, sita na Rua do Arco e do Chafariz de S. Francisco; 2. A da Traição ou Sra. do Postigo ao cimo da calçada de S. Mateus, onde existem vestígios; 3. A do Soar ou de S. Francisco ainda existente com a inscrição: “D. Afonso mandou fazer em 1472”. 4. A do Cimo de Vila ou de S. José, que existiu junto às Quatro Esquinas, cimo da Rua Direita. 5. A de Sta. Cristina onde existiu a imagem do crucificado. Ainda existe parte do portal e nicho. 6. A da Regueira ou de S. Miguel com a imagem do Arcanjo, situava-se junto ao largo da Regueira. 7. A do Terreiro das Freiras ou de S. Sebastião, junto à sacristia da igreja de Sto. António A Porta de S. Francisco ou do Soar é o que de melhor resta da velha muralha que circundava a cidade. A Porta é um Monumento Nacional. Pode ler-se, na parte cimeira, uma inscrição que evoca o cerco que D. Afonso V mandou fazer em Viseu em 1472 e outra, lembra a consagração pública à Imaculada Conceição de Maria (já no reinado de D. João IV). As armas de Portugal, do reinado de D. João IV, rematam o a porta.
   
Nome: Rua Grão Vasco
Descrição: Ruela, ladeada por típicas e vernáculas casas, fazendo a ligação entre a Praça D. Duarte e o Largo Pintor Gata.
   
Nome: Antiga casa do Pintor Almeida e Silva, na Praça de D. Duarte
Descrição: Do conjunto dos edifícios de toda a praça destaca-se o que foi residência do pintor viseense Almeida e Silva (1864 – 1945) com um friso de pinturas do artista retratando ilustres conterrâneos.
   
Nome: Casa do Largo de S. Sebastião
Descrição: Pertenceu ao cónego Agostinho Nunes de Sousa Valente, escritor viseense do século XVIII. De fachada voltada para um harmonioso largo, apresenta-se este edifício como evocativo de um tempo em que se vivia gostosamente e apaixonado pelas coisas belas. A escadaria que se abre e estende sobre a praceta termina num balcão deveras acolhedor e convidativo, onde se desenha a porta de acesso ao interior. Se a porta é enquadrada por uma moldura de pedra, simples e de linhas rectas, sobre esta, ostenta-se um decorativo escudo de armas. O remate do telhado sofre neste local uma pequena elevação para enquadrar este mesmo elemento. Interiormente, há no topo do salão de entrada, a meio do tecto apainelado, um brasão dos Correias de Carvalho, de Moimenta, a quem em tempo a casa coube por herança.
   
Nome: Largo Pintor Gata
Descrição: Junto à Porta do Soar, o Largo Pintor Gata (José d´Almeida Furtado, pintor viseense, 1778 – 1831), onde se situa a Capela de N.ª Senhora dos Remédios.
   
Nome: Praça D. Duarte
Descrição: A Sudoeste da Sé fica a Praça D. Duarte, assim designada desde 1955 altura em que ali foi colocada a estátua do Rei Eloquente. A configuração actual deste espaço resultou de sucessivos ajustamentos, com a eliminação de edifícios menos característicos, alguns adossados aos que, hoje, resultam realçados sem a sua presença. Na sequência dessas obras foi possível proceder a estudos arqueológicos sobre a génese da ocupação edificada da cidade. Recebeu a distinção de Projecto Piloto de Salvaguarda do Património Arquitectónico Europeu, em 1992. Em torno do largo há edifícios burgueses em altura dos séculos XVIII e XIX.