• Igreja do Carmo
  • Casa Amarela
  • Fonte de Stª Cristina
  • Muralha
  • Seminário Conciliar ou Maior de Viseu
  • Cruzeiro
  • Casa das Bocas
  • Estátua do Bispo Alves Martins
 
Nome:

Igreja do Carmo

Época de construção:
Século XVIII
Cronologia: Século XVIII Século XX
Descrição: “É uma soberba construção, que se impõe pela monumentalidade da fachada voltada a Norte. Este frontispício, que data do século XVIII, é marcado por um corpo central e duas torres laterais, que alongam o edifício e lhe conferem elegância. O corpo central, de relativa modéstia quando comparado com outras igrejas, contém um portal com molduras de granito num recorte sinuoso; por cima deste abrem-se três janelas também elas enquadradas por molduras de granito. Uma enorme cornija, que se prolonga até às duas torres laterais, marca o primeiro andar destas e delimita um vistoso frontão contra-curvado, onde por sua vez assenta uma cruz, rematando desta forma o edifício. As torres laterais dividem-se em três registos e são rematadas por corochéus bolbosos, enquadrados por uma balaustrada que apresenta ligeiros pináculos nos ângulos. Interiormente é uma igreja forrada a ouro, tipicamente barroca, onde existe uma profusão de elementos, segundo a definição, de que tudo é pouco para Deus. Toda a talha é de estilo joanino (finais do século XVIII), com grande sobrecarga decorativa, dando ao interior um aspecto faustoso. Não se confina somente aos retábulos, revestindo também o arco cruzeiro, sanefas de portas e janelas, púlpitos, etc. Esta exuberância é reforçada pelo azul dos azulejos do século XVIII (estilo Rococó), que cobrem os muros da capela-mor e do corpo da igreja. Estes últimos retratam episódios da vida campestre ou de beira-mar, e os da capela-mor representam cenas ligadas à vida eremítica. O teto da capela-mor e o teto da igreja receberam pintura em “perspectiva”, de um artista italiano Pascoal José Parente. O motivo central destas pinturas foi a Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Ordem. O teto do coro alto foi pintado em 1862 por um pintor viseense, António José Pereira, dentro da mesma estática.
 
Nome: Casa Amarela
Descrição: O que ressalta deste gracioso edifício, é a modéstia das suas linhas e soluções decorativas, contudo soube preservar ao longo dos tempos a sua origem senhorial. Apresenta uma fachada de linhas sóbrias e contidas, enquadrada por colunas adossadas que depois de transporem o beirado do telhado terminam em urnas decorativas. Organiza-se esta fachada em dois registos horizontais onde se abrem janelas em simetria, e ao centro um portal a que corresponde, no registo superior, uma janela de sacada, ambientada por gradeamento. A linha do beirado do telhado é interrompida para formar um frontão triangular, onde se inscreve um brasão que representa as armas dos Abreus e Magalhães, primeiros donos da casa.
 
Nome: Fonte de Stª Cristina
Época de Construção: Século XVI e XVII
Cronologia: Século XVI e XVII
Descrição: È a mais antiga fonte da cidade; uma fonte de chafurdo, onde os cântaros mergulhavam no tanque de água.A decoração é feita com um brasão de princesa desconhecida e a esfera armilar de D. Manuel I.
 
Nome: Muralha
Descrição:

Um escasso trecho da Porta do Senhor Crucificado, e que se constitui como um documento precioso do velho Viseu quinhentista. Um pequeno apontamento do passado da cidade que capta a atenção dos que por ali se cruzam e é capaz de estimular o nosso imaginário, construindo um cenário onde reis e rainhas são personagens principais.

 
Nome: Seminário Conciliar ou Maior de Viseu
Cronologia: Século XVIII Século XIX
Descrição: Um incêndio ocorrido em 1841 destruiu a primitiva construção (do século XVII) que albergava a Congregação dos Nérys. Assim, excetuando a igreja, o atual conjunto do Seminário data dos fins da primeira metade do século XIX. Exteriormente, apresenta linhas sem grande interesse arquitetónico. Um corpo que se estende na horizontal, ritmado por janelas simples a janelas de sacada, que se organizam em três andares. No seu interior as curiosas “escadas suspensas”, de quatro lanços, dão acesso aos aposentos superiores. A Igreja, em estilo Barroco, data dos inícios do século XVIII. Apresenta na fachada, o brasão de D. Júlio Francisco de Oliveira. É um frontispício animado pelo jogo das aberturas que iluminam o interior, com frontões decorativos. Destaca-se o varandim existente por cima do portal, que em conjunto com o brasão de D. Julio Francisco de Oliveira e com a cruz do remate, criam um eixo de leitura vertical. Adossada ao corpo da capela-mor encontra-se a torre sineira. Interiormente os dois corpos da nave e capela-mor contribuem para um ambiente cadenciado e sumptuoso, onde o órgão que ocupa o topo da capela-mor merece especial referência. De vocabulário Neoclássico, é datado dos inícios do século XIX, apresentando como remate as armas do bispo D. Francisco.
 
Nome: Cruzeiro em Santa Cristina
Época de Construção: 1563
Cronologia: Século XVI
Descrição: Majestosa coluna, de traço mais rude, mas que pela sua imponência e localização, exerce um certo domínio do espaço envolvente. É um testemunho do seu tempo, marcado por uma fervorosa vivência religiosa.
 
 
Nome: Casa das Bocas
Época de Construção: Fim do século XVII, inicio do século XVIII
Descrição: Situado na Rua das Bocas, é um edifício que no seu conjunto apresenta vários elementos merecedores da nossa atenção, por serem tão particulares e conjugados com originalidade. É organizado em dois registos horizontais, bem diferenciados pelas aberturas que neles se rasgam. No piso superior cinco óculos com forma ondulante e no andar superior janelas de cornija, que assentam sobre pequenas misulas. Nas extremidades, dois portais enquadrados por singela decoração. No entanto, a componente que maior curiosidade desperta é sem duvida o friso de gárgulas que acompanha o beiral do telhado; de aparente feição românica, supõe-se que tais bocas devem ter pertencido à Sé e delas foram retiradas aquando da substituição da abside românica pela actual capela-mor.
 
 
Nome: Estátua do Bispo Alves Martins
Época de Construção: 1911
Descrição: No Jardim de Santa Cristina ergue-se o mais imponente monumento escultórico, uma estátua que homenageia o bispo D. António Alves Martins, mandada levantar pelos seus “admiradores”. Teixeira Lopes (1866 – 1942) captou no bronze, a exemplar figura do bispo Alves Martins, notável cidadão, patriota acérrimo e um emblemático condutor das consciências dos seus diocesanos, que no alto do seu pedestal nos observa com seu olhar sobranceiro e imponente.

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