
| Nome: | Praça do Rossio |
| Descrição: | “O centro da maioria das cidades é o Rossio, oficialmente a Praça da Republica”. Em Viseu, esta foi e é o “Salão de Visitas da Cidade”. As primeiras noticias que temos, deste centro cívico, social e também económico, datam do século XVI. É certo que sofreu as transformações inerentes ao passar dos tempos, mas desde sempre se constituiu como um atrativo local de passeio e convívio das gentes de Viseu, sobretudo ao longo dos séculos XVIII e XIX, instituído que foi o passeio público. Hoje em dia continua a ser o coração da cidade, o local por excelência onde se sente o pulsar da sociedade viseense. |
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| Nome: | Igreja dos Terceiros de São Francisco |
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Época de construção:
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Construção barroca do século XVIII |
| Cronologia: | 1746 – 1763 |
| Descrição: | De localização privilegiada, impondo-se no alto da sua escadaria, a Igreja dos Terceiros de S. Francisco é um dos mais harmoniosos templos da cidade. O risco da fachada é fruto da mestria do arquiteto António Mendes Coutinho, da cidade de Lamego, que foi discípulo de Nasoni. O corpo principal desta igreja é emoldurado por duas pilastras e rematado por frontão ondulado, num jogo de curvas e contracurvas bem ao gosto da estética barroca. Sobre as pilastras assentam dois fogaréus. Ao centro impõe-se o portal de requintado labor em pedra, num jogo de luz e sombras, de saliências e reentrâncias, contribuindo desta forma para compor um todo, que se quer festivo e exuberante. Concorrem para esta leitura as janelas gémeas com frontão e avental, o óculo que se rasga num registo superior e as duas tarjas de inigualável beleza. A dualidade que caracteriza o barroco surge reforçada pelo jogo que se pode estabelecer entre a alvura das zonas a branco e o negrume do granito. Num plano mais recuado, no alçado Norte, existe uma torre sineira, dentro da mesma linguagem da fachada principal. Interiormente é um espaço equilibrado e de linguagem coerente. Apresenta uma só nave, de planta retangular e coberta de abóboda de berço. A capela-mor, um espaço mais recolhido e intimista, desenvolve-se em planta otogonal e a sua cobertura é feita por uma abóboda de formato de meia laranja de tijolos. Possui o mais harmonioso conjunto de retábulos de talha policromada e dourada da cidade de Viseu, em estilo Rococó. A madeira é pintada e dourada, num fingimento de materiais nobres, como o mármore em diversas cores. Completam-se estes retábulos com uma imaginária rica, merecedora de destaque. O colorido dos retábulos e púlpitos em “lápis-lazúli” combina-se de forma melodiosa com os azuis e brancos das paredes revestidas a azulejos. Os azulejos historiados representam momentos da vida de S. Francisco, num intuito de doutrinação permanente. O órgão que se encontra no coro é uma admirável obra dos finais do século XVIII. |
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| Nome: | Paços do Município |
| Cronologia: | Segunda metade do século XIX |
| Descrição: |
Edifício sóbrio e majestoso, de ampla fachada de dois pisos, projecto arquitetónico de Matos Cid (1887), que desta forma se impôs no Rossio e o marcou de imediato como centro cívico da cidade que crescia. Desenvolve-se numa planta em U, onde dois corpos que partem da fachada principal, se fecham num pequeno pátio. Do branco das paredes sobressai a pedra que emoldura as portas e janelas e lhes confere uma certa graciosidade. No seu interior vale a pena contemplar o lustre de ferro forjado, obra de Arnaldo Malho, subir a imponente escadaria de pedra, ladeada de coloridos azulejos e observar atentamente as pinturas do tecto, fruto dos pincéis do pintor viseense José de Almeida e Silva. Igualmente digno de admiração é o Salão Nobre, devido ao trabalhado em madeira, obra de Mestre António Loureiro. |
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| Nome: | Painel de Azulejos |
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Época de construção:
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1931 (Gaia) |
| Descrição: |
Constitui-se como um apelativo painel em tintas azuladas, do azulejo fabricado em Gaia, fazendo o enquadramento da Praça do Rossio e criando uma ambiência festiva e convidativa ao lazer. Joaquim Lopes (1886 – 1956) soube captar neste friso azulejar a vivência própria da cidade e das suas gentes num tempo em que se vivia gostosamente. |
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| Nome: | Jardim Tomás Ribeiro |
| Descrição: |
A deslado do Rossio, contra a fachada poente da Câmara Municipal, o Jardim Tomás Ribeiro, recentemente renovado, oferece-se à cidade como um local ajardinado, de sossego, com um recanto mais intimista e que desta forma romântica homenageia Tomás Ribeiro. Um espaço também de encontro entre convivas, onde nos podemos demorar e observar como a cidade vive. |
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| Nome: | Jardim das Mães |
| Acesso: | Nascente do Rossio Subindo para o Soar |
| Descrição: |
Um simpático espaço ajardinado que recebe o toque afetuoso de um menino que dorme no colo de sua mãe, que o escultor Oliveira Ferreira soube captar num bronze artístico e de singular beleza, homenageando desta forma a terra de sua mãe. |
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| Nome: | Parque Aquilino Ribeiro |
| Descrição: |
O Parque Aquilino Ribeiro, vulgarmente chamado Parque da Cidade, apresenta-se como um aprazível espaço de fruição da Natureza. Um parque onde existem grandes árvores, diversas espécies botânicas, lago e zona relvada, tendo feito parte da quinta do antigo Convento de Sto. António dos Capuchos (doado aos franciscanos em 1635). No parque pode ainda visitar-se a Capela de Nª Sª da Vitória (séc XVII) e observar-se a estátua de João de Barros. A designação actual – Parque Aquilino Ribeiro – é com certeza a homenagem merecida do povo da beira ao grande escritor beirão. |
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| Nome: | Casa Museu Almeida Moreira |
| Descrição: |
Foi na Casa do Soar de Cima, hoje Museu de Almeida Moreira, que o Capitão Almeida Moreira foi reunindo personagens e personalidades, arte e literatura, constituindo-se hoje como um espaço que reflecte a sua personalidade e é prova do seu amor pela cidade de Viseu, que sempre procurou despertar da inércia cultural. Entendida como um lugar acolhedor e intimista, a sua casa tornou-se ponto de encontro para inúmeros artistas e literatos, de quem se tornou companheiro e amigo, entre os quais Raul Lino, Columbano, Joaquim Lopes, Luciano Freire, Benlliure, Bonvalot, entre outros. |