• Praça do Rossio
  • Igreja dos Terceiros de S. Francisco
  • Paços do Munícipio
  • Painel de Azulejos
  • Jardim Tomás Ribeiro
  • Jardim das Mães
  • Parque Aquilino Ribeiro
  • Casa Museu Almeida Moreira

 

Nome: Praça do Rossio
Descrição: “O centro da maioria das cidades é o Rossio, oficialmente a Praça da Republica”. Em Viseu, esta foi e é o “Salão de Visitas da Cidade”. As primeiras noticias que temos, deste centro cívico, social e também económico, datam do século XVI. É certo que sofreu as transformações inerentes ao passar dos tempos, mas desde sempre se constituiu como um atrativo local de passeio e convívio das gentes de Viseu, sobretudo ao longo dos séculos XVIII e XIX, instituído que foi o passeio público. Hoje em dia continua a ser o coração da cidade, o local por excelência onde se sente o pulsar da sociedade viseense.

 

Nome: Igreja dos Terceiros de São Francisco
Época de construção:
Construção barroca do século XVIII
Cronologia: 1746 – 1763
Descrição: De localização privilegiada, impondo-se no alto da sua escadaria, a Igreja dos Terceiros de S. Francisco é um dos mais harmoniosos templos da cidade. O risco da fachada é fruto da mestria do arquiteto António Mendes Coutinho, da cidade de Lamego, que foi discípulo de Nasoni. O corpo principal desta igreja é emoldurado por duas pilastras e rematado por frontão ondulado, num jogo de curvas e contracurvas bem ao gosto da estética barroca. Sobre as pilastras assentam dois fogaréus. Ao centro impõe-se o portal de requintado labor em pedra, num jogo de luz e sombras, de saliências e reentrâncias, contribuindo desta forma para compor um todo, que se quer festivo e exuberante. Concorrem para esta leitura as janelas gémeas com frontão e avental, o óculo que se rasga num registo superior e as duas tarjas de inigualável beleza. A dualidade que caracteriza o barroco surge reforçada pelo jogo que se pode estabelecer entre a alvura das zonas a branco e o negrume do granito. Num plano mais recuado, no alçado Norte, existe uma torre sineira, dentro da mesma linguagem da fachada principal. Interiormente é um espaço equilibrado e de linguagem coerente. Apresenta uma só nave, de planta retangular e coberta de abóboda de berço. A capela-mor, um espaço mais recolhido e intimista, desenvolve-se em planta otogonal e a sua cobertura é feita por uma abóboda de formato de meia laranja de tijolos. Possui o mais harmonioso conjunto de retábulos de talha policromada e dourada da cidade de Viseu, em estilo Rococó. A madeira é pintada e dourada, num fingimento de materiais nobres, como o mármore em diversas cores. Completam-se estes retábulos com uma imaginária rica, merecedora de destaque. O colorido dos retábulos e púlpitos em “lápis-lazúli” combina-se de forma melodiosa com os azuis e brancos das paredes revestidas a azulejos. Os azulejos historiados representam momentos da vida de S. Francisco, num intuito de doutrinação permanente. O órgão que se encontra no coro é uma admirável obra dos finais do século XVIII.

 

Nome: Paços do Município
Cronologia: Segunda metade do século XIX
Descrição:

Edifício sóbrio e majestoso, de ampla fachada de dois pisos, projecto arquitetónico de Matos Cid (1887), que desta forma se impôs no Rossio e o marcou de imediato como centro cívico da cidade que crescia. Desenvolve-se numa planta em U, onde dois corpos que partem da fachada principal, se fecham num pequeno pátio. Do branco das paredes sobressai a pedra que emoldura as portas e janelas e lhes confere uma certa graciosidade. No seu interior vale a pena contemplar o lustre de ferro forjado, obra de Arnaldo Malho, subir a imponente escadaria de pedra, ladeada de coloridos azulejos e observar atentamente as pinturas do tecto, fruto dos pincéis do pintor viseense José de Almeida e Silva. Igualmente digno de admiração é o Salão Nobre, devido ao trabalhado em madeira, obra de Mestre António Loureiro.

 

Nome: Painel de Azulejos
Época de construção:
1931 (Gaia)
Descrição:

Constitui-se como um apelativo painel em tintas azuladas, do azulejo fabricado em Gaia, fazendo o enquadramento da Praça do Rossio e criando uma ambiência festiva e convidativa ao lazer. Joaquim Lopes (1886 – 1956) soube captar neste friso azulejar a vivência própria da cidade e das suas gentes num tempo em que se vivia gostosamente.

 

Nome: Jardim Tomás Ribeiro
Descrição:

No Rossio, contra a fachada poente da Câmara Municipal, o Jardim Tomás Ribeiro oferece-se à cidade como um local ajardinado, de sossego, com um recanto mais intimista e que desta forma romântica homenageia Tomás Ribeiro. Um espaço também de encontro entre convivas, onde nos podemos demorar e observar como a cidade vive.

 

Tomás Ribeiro (1831-1901)

Deputado do Parlamento, escritor, jornalista, secretário-geral do governo da Índia Portuguesa entre outros cargos públicos ou políticos, e.g. Ministro, de seu nome Tomás António Ribeiro Ferreira, nasceu na cidade de Tondela, concelho de Viseu.

Através da sua obra D. Jaime, com carácter marcadamente anti-iberista (relatos de um jovem fidalgo da Beira que resiste ao domínio castelhano), Tomás Ribeiro alcança significativo êxito editorial, com sucessivas edições em Portugal e no Brasil, e coloca-se num lugar cimeiro da história da poesia em Portugal.

Foi amigo de Camilo Castelo Branco, de quem prefaciou várias publicações e dedicou-lhe a obra Dissonâncias, editada em 1890.

 

Glorieta

O monumento dedicado a Tomás Ribeiro foi inaugurado a 4 de julho de 1931. Integrado no jardim Tomás Ribeiro, trata-se de um recanto de jardim consagrado a artistas onde normalmente existia uma pequena estante para colocarem as suas importantes obras.

Proposto e desenhado pelo Capitão Almeida Moreira apresenta planta circular; além do corpo central ostentando um medalhão em azulejo com retrato de Tomás Ribeiro (da autoria de Jorge Colaço), inclui pequenas estantes para os livros do poeta, bancos em granito revestidos a azulejo, alguns dos quais registando os títulos das obras do homenageado.

A tipologia do monumento, designado na época como “Glorieta” de Tomás Ribeiro, é inspirada nos pequenos recintos consagrados a artistas, existentes no Parque de Maria Luísa em Sevilha, que Almeida Moreira visitara, aquando da Exposição Ibero-americana (1929).

 

Nome: Jardim das Mães
Acesso: Nascente do Rossio Subindo para o Soar
Descrição:

Um simpático espaço ajardinado que recebe o toque afetuoso de um menino que dorme no colo de sua mãe, que o escultor Oliveira Ferreira soube captar num bronze artístico e de singular beleza, homenageando desta forma a terra de sua mãe.

 

Nome: Parque Aquilino Ribeiro
Descrição:

O Parque Aquilino Ribeiro, vulgarmente chamado Parque da Cidade, apresenta-se como um aprazível espaço de fruição da Natureza. Um parque onde existem grandes árvores, diversas espécies botânicas, lago e zona relvada, tendo feito parte da quinta do antigo Convento de Sto. António dos Capuchos (doado aos franciscanos em 1635). No parque pode ainda visitar-se a Capela de Nª Sª da Vitória (séc XVII) e observar-se a estátua de João de Barros. A designação actual – Parque Aquilino Ribeiro – é com certeza a homenagem merecida do povo da beira ao grande escritor beirão.

 

Nome: Casa Museu Almeida Moreira
Descrição:

Foi na Casa do Soar de Cima, hoje Museu de Almeida Moreira, que o Capitão Almeida Moreira foi reunindo personagens e personalidades, arte e literatura, constituindo-se hoje como um espaço que reflecte a sua personalidade e é prova do seu amor pela cidade de Viseu, que sempre procurou despertar da inércia cultural. Entendida como um lugar acolhedor e intimista, a sua casa tornou-se ponto de encontro para inúmeros artistas e literatos, de quem se tornou companheiro e amigo, entre os quais Raul Lino, Columbano, Joaquim Lopes, Luciano Freire, Benlliure, Bonvalot, entre outros.

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