É inegável o valor patrimonial de Viseu. No entanto, a riqueza natural que envolve a cidade e que se espalha pelo concelho é igualmente digna de nota, proporcionando bons momentos ao ar livre.

  • Fontelo
  • Parque Aquilino Ribeiro
  • Jardim Tomás Ribeiro
  • Jardim das Mães
  • Jardim de Santa Cristina
  • Jardim de Santo António
  • Cava de Viriato
  • Monte de Santa Luzia
 
Nome: Fontelo
Descrição: Ocupando uma vasta área a nascente da cidade, fazia parte da Quinta do Paço dos Bispos, que teve o seu maior esplendor no século XVI, com o bispo D. Miguel da Silva. A mata é rica em espécies vegetais e árvores (castanheiros e carvalhos) que devem ter acompanhado toda a história de Viseu no último milénio. O bispo D. Gonçalo Pinheiro mandou edificar ali uma pequena capela dedicada a S. Jerónimo de que apenas restam ruínas e memórias. Na parte mais baixa, com melhor aptidão agrícola, instalou-se a Estação Agrária de Viseu. A parte restante constitui o maior espaço verde público da cidade e tem sido utilizada para implantação de importantes equipamentos de lazer e desporto, como o Estádio do Fontelo, com bancadas renovadas, as piscinas municipais, campos de futebol, basquet e ténis, um skate park, um pavilhão multiusos e um parque infantil. Junto ao antigo Portal do Fontelo constitui-se a sede do Instituto Português do Desporto e da Juventude - IPDJ.
 
Nome: Parque Aquilino Ribeiro
Descrição: O parque Aquilino Ribeiro apresenta-se à cidade como um aprazível espaço de fruição da Natureza. Um parque onde existem grandes árvores, diversas espécies botânicas, um lago e zona relvada, tendo feito parte da quinta do antigo Convento de Sto. António dos Capuchos (doado aos franciscanos em 1635). No parque pode ainda visitar-se a Capela da Senhora da Vitória e observar-se a estátua do Dr. João de Barros. A designação atual – Parque Aquilino Ribeiro – é com certeza a homenagem merecida do povo da beira ao grande escritor beirão
 
Nome: Jardim Tomás Ribeiro
Descrição:

No Rossio, contra a fachada poente da Câmara Municipal, o Jardim Tomás Ribeiro oferece-se à cidade como um local ajardinado, de sossego, com um recanto mais intimista e que desta forma romântica homenageia Tomás Ribeiro.
Um espaço também de encontro entre convivas, onde nos podemos demorar e observar como a cidade vive.

 
Nome: Jardim das Mães
Descrição:

Um simpático espaço ajardinado que recebe o toque afectuoso de um menino que dorme no colo de sua mãe, que Oliveira Ferreira soube captar num bronze artístico e de singular beleza, homenageando desta forma a terra de sua mãe.

 
Nome: Jardim de Santa Cristina
Descrição:

Junto da imponente Estátua do Bispo Alves Martins, podemos apreciar uma grande variedade de espécies de plantas e árvores, algumas das quais consideradas de interesse público. Um local de descanso bem no centro da Cidade.

 
Nome: Jardim de Santo António
Descrição:

Neste Jardim pode relaxar à sombra de todos os verdes que a ele o compõem deixe-se apenas contagiar pelo olhar cabisbaixo, que apela à introspeção, da Estátua do Soldado Desconhecido. O espaço deve o seu nome ao antigo convento de Santo António do qual resta a atual Igreja de Santo António.

O Jardim Sensorial de Santo António está adaptado para invisuais, com explicações em Braille e linhas de guia, uma das muitas iniciativas do Município na área da acessibilidade.

 
Nome: Cava de Viriato
Descrição:

Com cerca de 40 hectares, a Cava de Viriato é o maior monumento da cidade. A sua planta octogonal, com taludes em terra e fossos exteriores, torna-a também singular no panorama nacional e europeu.
Atribuída incorretamente, desde o Renascimento, a Viriato, o grande guerreiro e chefe dos Lusitanos, e considerado romano por diversos autores, pode efetivamente ter albergado acampamento romano cuja configuração retangular seria em tudo idêntica ao da grande maioria dos acampamentos construídos pelas legiões romanas do Império. Apesar de serem conhecidos alguns materiais arqueológicos que poderão corroborar uma ocupação da Cava na época romana, nomeadamente cerâmicas, tal hipótese carece ainda de estudos mais aprofundados e concludentes.
Todavia, a Cava de Viriato, tal como a conhecemos com planta octogonal, corresponde a uma obra de engenharia militar de cronologia medieval. Terá sido um grande campo militar muçulmano, construído provavelmente a mando de Almansor na última década do século X, no contexto da Reconquista. Este chefe muçulmano concentrou em Viseu milhares de tropas quando dirigiu campanhas a Astorga, em 995, a Santiago de Compostela, em 997 e a Leão, em 998. Se começa a ser consensual que estamos perante uma obra de inspiração muçulmana, a sua atribuição a Almansor não é ainda um dado adquirido para todos os autores que têm estudado o monumento.
No século XVIII, D. João V mandou proteger a Cava para as gerações vindouras e, a partir do século XIX, a Cava de Viriato transformou-se também num passeio público, sendo alvo de diversas intervenções, merecendo posteriormente a atribuição de Monumento Nacional, em 1910.
Merece ainda destaque a recente requalificação no âmbito do programa Pólis.
No limite exterior da Cava de Viriato, ergue-se o Monumento a Viritato, da autoria de Mariano Benlliure, um grupo escultórico, fundido em bronze, onde apresenta Viriato, de porte atlético e em atitude guerreira; ladeando o pedestal, encontram-se cinco guerreiros, em posição de ataque.

 

 

Nome:

Monte de Santa Luzia

Descrição:

O património geológico é o património mais antigo da Terra, merecendo ser olhado com redobrada atenção e interesse. Com o propósito de desenvolver o conceito de geo-monumento, a Câmara Municipal de Viseu deu especial atenção e importância a este património que nem sempre é privilegiado. A ferida aberta na portentosa massa de quartzo pode deixar de ser considerada como tal, se a aproveitarmos com mestria pedagógica; se lhe dermos o valor intrínseco que tem; se aliciarmos as pessoas a optarem por uma nova abordagem… Neste contexto, foi criado o Projeto de Valorização de Santa Luzia - O Museu do Quartzo. À volta do quartzo, pretexto para olhar a Geologia, valorizamos uma zona de Viseu que a exploração do mineral não acautelou, na voracidade do lucro material, deixando para um segundo plano a importância do imaterial. O património edificado serve para acolher muitos interessados em saber mais sobre a História da Terra, sobre o seu impacto na vida das pessoas, mas é ainda uma parte de um bem intangível que se traduz no viver o local e o seu espírito, contribuindo para a formação dos jovens estudantes que ali encontram mais um motivo para serem mais, para ampliarem os seus conhecimentos, relembrando, em suma, que há só uma Terra. As outras vertentes do Monte de Santa Luzia são ainda um campo aberto a explorar: o seu interesse botânico, arqueológico, geográfico e antropológico…. Enquanto todas as faces do Monte não estão suficientemente exploradas, continuaremos a fruir os belos horizontes da Estrela e do Caramulo; os Viveiros de plantas e a espiritualidade da capelinha em honra de Santa Luzia. 

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