1.1.Missão e objetivo:

A Casa da Ribeira tem como objetivo principal e primeiro restituir um espaço e uma dignidade perdidos, ao artífice hodierno, faculta o espaço e as condições necessárias à continuidade da secular arte do artesanato, da manufatura de objetos com matéria-prima regional, na sua divulgação e comercialização, transmutando-se, simultaneamente, num espaço ativo do fazer, do preservar e do mostrar.
A Casa da Ribeira é hoje, inquestionavelmente, uma Casa de cultura, que tem o seu vigor e lema na preservação da memória de um povo e da sua região, constituída em elo fortíssimo de ligação do passado mais remoto, com a sua atualidade presente, visando transmitir esse inestimável conjunto de valores às gerações futuras.
Tendo como base o artesanato, como uma exaltação dos valores e costumes de um povo, há necessidade de uma compilação do artesanato existente na Região existente na Região onde geograficamente estão inseridos (distrito de Viseu).
Pretende-se pois que a Casa da Ribeira valorize, divulgue e promova o artesanato, bem como a proteção das suas próprias tradições, tendo em conta que se deve investir na formação e no aperfeiçoamento para que deste modo possa haver um maior desenvolvimento cultural.

Atualmente a Casa da Ribeira, núcleo que integra a Rede Municipal de Museus, está a ser alvo de um processo de requalificação, com vista a disponibilizar aos visitantes um espaço museológico de excelência na cidade.
A intenção do Município é proporcionar a funcionalidade e a atratividade do espaço no seu todo, de forma a garantir as melhores condições dentro do âmbito a que este se encontra destinado.
Pretende-se continuar a preservar e a proteger o artesanato regional, patenteado de cariz museológico atual e dinâmico. Para tanto o carácter pedagógico dos seus conteúdos e da sua atividade serão uma matriz e motor sempre presentes.
O espaço encontra-se encerrado ao público desde 20 de maio. A empreitada de intervenção iniciou-se em 27 de Maio de tem um prazo de 120 dias.

1.1.
História e Edifício
Breve apresentação - A Casa da Ribeira, situada junto às margens do Rio Pavia, vetusta construção talhada no mais puro granito beirão, tem na sua mais remota origem, uma lógica de funcionalidade que lhe advém da sua geminação com a água, de onde colhia a força motriz geradora do seu moinho de azeite, outrora.
Dos seus primórdios, como casa de lavradores abastados, encontramos memórias dos fornos de cozer o pão, do referido lagar de azeite, que servia os donos e outros lavradores que a eles recorriam.
Para além deste teor arquitetónico pragmático, a Casa da Ribeira constituía-se ainda por um núcleo vasto e amplo destinado à habitação dos seus originários e sequentes proprietários. O fluir do tempo, na sua inexorável marcha, foi deixando marcas visíveis na degradação progressiva da construção, assim como na alteridade que o seu destino prévio foi sofrendo.
Assim, diacronicamente, a Casa da Ribeira, passou a armazém de trapo, a ferro-velho, tendo ainda funcionado no rés-do-chão uma taberna que custeava com oficina de ferro forjado, mais conhecida como o carroceiro.
Na ala destinada outrora á habitação dos seus proprietários, a fachada principal, funcionou ainda durante muito tempo uma habitação de estudantes.

2. Atividades
A Casa da Ribeira desenvolve atividades que procuram estimular a criatividade e estimular os sentidos das crianças.
Para muitos, as visitas guiadas e as oficinas de trabalho são o primeiro contacto com as artes tradicionais do meio, onde geograficamente estão envolvidos.
A expressão “educar pela tradição e para a tradição”, convida o público a envolver-se diretamente com os artesãos e a perceber a e essência de uma dada arte tradicional.
A nossa tradição está diretamente ligada ao artesanato, aos jogos tradicionais, às mesinhas, aos produtos endógenos, às danças tradicionais, entre outros.

2.1. Atividades Pedagógicas:
- Atelier de Danças Tradicionais - onde se destaca o movimento, o encanto da música através de um instrumento tradicional (acordeão), das letras das danças tradicionais e o envolvimento nas mesmas.
- À Descoberta das Artes – depois das visitas guiadas e sua explicação são feitas equipas, para que através de cartões com perguntas relativas às explicações que ouviram, consigam interiorizar a informação pretendida. O grupo com mais resposta corretas ganha o jogo.

3. Informações
Quaisquer informações adicionais é favor contactar o CMIA - Centro de Monotorização de Interpretação Ambiental.
Horário
Segunda a Sexta – 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Morada
Rua José Branquinho – Antigos Moinhos da Balsa, 3510-001 Viseu
Coordenadas GPS
Latitude: 40° 39’ 51’’ N
Longitude: 7° 54’ 31’’ W
Telefones
232 429 761 / 232 427 428
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