Áreas Empresariais

Resenha Histórica

A intervenção municipal na política de desenvolvimento industrial tem cerca de duas décadas. A criação de zonas industriais foi a sua manifestação mais evidente.
Se bem que antes hajam emergido dois pequenos pólos as zonas industriais de Abraveses (anos 60) e de Mundão (anos 70) eles ficaram a dever-se, fundamentalmente, ao querer e à tenacidade dos operadores privados. A sua formação espontânea acarretou uma problemática particular, de crescente acuidade, destacando-se o problema da localização da primeira - em conflitualidade com as áreas residenciais envolventes – e das infra-estruturas de Mundão com a solução condicionada pelas unidades previamente instaladas.

O primeiro loteamento industrial planeado de Viseu, aparece em meados da década de 80, constituindo hoje a 1ª fase do PIC - Parque Industrial de Coimbrões. Foram, então, disponibilizados 72 lotes a unidades de pequena e média dimensão, segmento-alvo tipificador da iniciativa local e regional.
As cedências iniciais foram concretizadas a um preço simbólico, o que, se por um lado teve o mérito de captar os primeiros industriais - catalisadores de outras iniciativas – por outro lado retardou muitos investimentos, pois atraiu mais compradores do que empresários, induzindo aquisições desgarradas de qualquer projecto concreto, que só ulteriores adquirentes vieram a assumir e a materializar.

Nos primeiros anos da década de noventa, porém, a ideia de localização em zona específica foi completamente assimilada. De tal modo que as solicitações acumuladas exigiram, inequivocamente, o aumento de oferta de terrenos infra-estruturados.

Donde, a necessidade de ampliar o PIC, obra materialmente concluída no ano de 1994, com a execução simultânea da 2ª e 3ª fases. O município ofereceu, assim, mais 52 lotes, destinados ainda a iniciativas consumidoras de áreas reduzidas, integrados num conjunto com todas as condições técnicas normalmente requeridas, optimamente situado relativamente ao centro urbano (3/4 km) e sensivelmente equidistante do IP5 e do nó de ligação IP3/IP5 (2/3 km).

A crescente dinâmica económica exigiu do Município uma atenção adicional, no sentido de uma melhoria das condições de acolhimento às inciativas empresariais.
Nesse sentido, foi estabelecida uma parceria entre a Câmara Municipal de Viseu, a

Associação Empresarial da Região de Viseu e a Associação Empresarial de Portugal, com vista à criação de uma entidade empresarial especializada na construção, promoção, comercialização e gestão dos Parques Empresariais no Concelho de Viseu. Tal é o objecto social da GESTINVISEU - Parques Empresariais de Viseu, SA, formalmente constituída em 21 de Setembro de 2001, com um capital social de 500 mil euros, titulado pelos seguintes accionistas: 

 

%

AIRV-Associação Empresarial da Região de Viseu

199 990

39,998

Câmara Municipal de Viseu

100 000

20,000

Parque-Invest-Soc.Promotora de Parques Industriais, SA

199 990

38,998

Europar Participações SGPS, SA

*10,00

0,002

NIT-Negócios, Inovação e Tecnologia, SA

10,00

0, 002

O PEM - Parque Empresarial de Mundão surge como o 1º projecto da GestinViseu, representando uma infra-estrutura empresarial de 2ª geração que assenta no conceito de ALE, a funcionar com características de condomínio empresarial.
É uma área de localização empresarial ajustada aos novos imperativos de ordenamento do território e de qualificação ambiental, visando criar condições que permitam melhorar a competitividade das empresas, nomeadamente através da exploração de sinergias ou de economias de escala na sua localização.

Este equipamento económico - constituído numa área territorial delimitada e com características de condomínio empresarial - é gerido pela GestinViseu-Parques Empresariais de Viseu, S.A., a quem cabe um papel activo de promoção e divulgação do parque e da actividade económica que ele gera, sendo ainda responsável pela sua gestão, nomeadamente:

  ◊ Assegurando o cumprimento das regras de utilização dos espaços comuns, 
  ◊ Disponibilizando equipamentos e serviços de apoio, 
  ◊ Executando as obras de manutenção corrente,
  ◊ Proporcionando a limpeza e arranjo do parque, 
  ◊ Zelando pela segurança do espaço.

O loteamento disponibiliza já 21 lotes, representando um investimento de 2,5 milhões de euros. A 2ª fase, já prevista, permitirá acrescer 70 outros lotes. Uma vez completo, o projecto ocupará uma área total de 36 hectares e um investimento próximo de 10 milhões de euros.

O loteamento tem como principais características:

Infra-estruturas:
   ◊ Rede de distribuição de energia eléctrica - BT e MT; 
   ◊ Rede de telecomunicações; 
   ◊ Rede de distribuição de gás natural; 
   ◊ Rede de drenagem de águas residuais; 
   ◊ Rede de drenagem de águas pluviais; 
   ◊ Rede de distribuição de água potável; 
   ◊ Rede de combate a incêndios; 
   ◊ Rede de rega; 
   ◊ Arruamentos e passeios; 
   ◊ Zonas de estacionamento

Equipamentos:
   ◊ Edifício de Serviços, espaços para escritórios de empresas, salas de reunião, formação profissional, centro médico, creche / jardim de infância / ATL, espaços para instalação de serviços (bancários, correios, etc), área de restauração e cafetaria ; 
   ◊ Ecopontos; 
   ◊ Postos de transformação; 
   ◊ Portaria.

Serviços:
   ◊ Serviço de gestão e manutenção das infra-estruturas, equipamentos e áreas comuns; 
   ◊ Serviços de vigilância e segurança; 
   ◊ Serviços de assistência médica; 
   ◊ Serviços de restauração; 
   ◊ Serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho; 
   ◊ Serviços de conveniência; 
   ◊ Serviços de apoio à actividade empresarial.