Recorde de transações no Centro Histórico em 2018

O Executivo Municipal aprovou esta quinta-feira, 10 de janeiro, a renovação do programa de apoio à recuperação de fachadas de imóveis situados na Área de Reabilitação Urbana. O Município afeta 60 mil euros a este programa, que nos últimos cinco anos permitiu recuperar 131 fachadas, num valor de comparticipação superior a 163 mil euros. Em termos de intervenção, são mais de 28 mil metros quadrados de área de fachadas recuperadas.

“Estes números relevam a dinâmica de requalificação do nosso centro histórico, que vive uma nova fase de regeneração, no sentido de o tornar cada vez mais atrativo”, destaca o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques.

Esta dinâmica reflete-se também no número de transações de imóveis efetuadas desde 2013 – mais de 3 centenas. Em 2018 atingiu o número máximo de 91 transações, o que dá uma média mensal superior a sete. Em termos financeiros, correspondeu a mais de 9 milhões de euros transacionados. O valor global dos últimos cinco anos ascende a mais de 27 milhões de euros.

“Atingimos em 2018 o melhor resultado de sempre em matéria de transações, o que também revela a confiança que os investidores depositam na política de revitalização que definimos para o nosso Centro Histórico”, constata Almeida Henriques.

Importante neste processo de regeneração foi ainda a criação de âncoras funcionais no “coração” da cidade. São disso exemplo a transferência da Escola Profissional Mariana Seixas para a rua Direita, a requalificação das ruas Soar de Cima, Cónego Martins, Almeida Moreira e João Mendes, a unidade de saúde familiar na Casa das Bocas (obra já adjudicada), a requalificação do Orfeão de Viseu, a instalação da futura sede da Águas de Viseu na rua do Comércio ou a criação de residências para estudantes.

O Executivo Municipal aprovou ainda a transmissão da participação social que o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) tem, em nome do Estado Central, na Viseu Novo SRU. Em termos práticos, isso significa que o Município assumirá, na totalidade, a participação social na Sociedade de Reabilitação Urbano, o que continuará a permitir o desenvolvimento da política de reabilitação do Centro Histórico.

Esta decisão carece ainda de aprovação em sessão de Assembleia Municipal.