Escavações arqueológicas arrancam em São Miguel do Fetal

Almeida Henriques visita a estação e destaca a importância da investigação histórica sobre Viseu

Arrancaram esta semana trabalhos arqueológicos na envolvente da Igreja de São Miguel do Fetal, em Viseu, dirigidos pela investigadora Catarina Tente, no
âmbito do Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova de Lisboa. A iniciativa é financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e tem o apoio do Município de Viseu.

O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, visitou o local, tendo acompanhado os trabalhos em curso, nos quais estão envolvidos mais de uma dezena de investigadores e alunos. O objetivo do projeto é o de estudar no subsolo antigas igrejas que ali existiram, identificando elementos arqueológicos relevantes para a história do local e do período da Alta Idade Média em Viseu.

Para Almeida Henriques, “o conhecimento deste período é indispensável para Viseu. Temos uma centralidade histórica no país e na península que precisa de ser conhecida e redescoberta. A primeira tentativa de fundação da nacionalidade passou por aqui e Viseu está na charneira de vários poderes e presenças ibéricas, europeias e muçulmanas.”

Esta investigação arqueológica em São Miguel do Fetal insere-se num projeto de estudo sobre as relações de poder e a organização administrativa, política e eclesiástica da cidade de Viseu e do aseu território, entre os séculos V a XI.

De acordo com o projeto, Viseu constituía um centro “de grande importância política, quer enquanto sede episcopal, quer como corte aristocrática”, sendo um “caso de estudo exemplar sobre o papel das cidades de fronteira e seus territórios na articulação quer com o poder muçulmano quer com a monarquia asturiana” naquele período alto medieval.