Conselho Estratégico de Viseu reclama Ensino Superior regional forte, autónomo e “em rede”

Órgão de aconselhamento fez a radiografia do setor e traçou desafios. Prioridade da ligação ferroviária Aveiro/Viseu/Salamanca foi destacada



O Conselho Estratégico de Viseu reuniu, no passado dia 5 de março, tendo por principal tema de agenda a situação e os desafios do Ensino Superior na cidaderegião.

No final do encontro, que reuniu 25 conselheiros, o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, afirmou que «o Conselho Estratégico de Viseu espelhou o sentimento dominante na região. Precisamos de um Ensino Superior forte, especializado em setores estratégicos, com autonomia, aberto ao exterior e em rede com a comunidade empresarial, social e cultural.»

Na reunião, o Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Fernando Sebastião, o Presidente do Centro Regional da Universidade Católica Portuguesa, Aires de Couto, e a diretora do Instituto Superior Piaget, Françoise Cruz, apresentaram sínteses da evolução recente e dos principais projetos das instituições de ensino.

O Conselho Estratégico defendeu que o Ensino Superior em Viseu deve atuar na formação de talentos e na especialização produtiva regional, no fomento do empreendedorismo e da inovação empresarial na cidade-região, na atratividade populacional no Interior e no cumprimento das metas de qualificação da “Europa 2020”, que estabelece entre outras uma taxa de 40% de licenciados na população entre os 30 e os 34 anos.

O agroalimentar, as tecnologias da informação e comunicação, as ciências da saúde, a eficiência energética, o “terceiro setor” e o turismo são considerados setores-chave. A criação de um “Fórum Viseu Academia Empresas” e o reforço de ações de cooperação com a região do Porto e no eixo da A25 é uma das medidas preconizadas pelo Conselho Estratégico.

O órgão de aconselhamento do Presidente da Câmara Municipal de Viseu destacou ainda a prioridade da ligação ferroviária Aveiro/Viseu/Salamanca para a conetividade económica e social da região. «Só esta ligação respeita o pulmão industrial e exportadora do país, que está no Centro-Norte, e o princípio sagrado da coesão territorial», resumiu Almeida Henriques.