É inegável o valor patrimonial de Viseu. No entanto, a riqueza natural que envolve a cidade e que se espalha pelo concelho é igualmente digna de nota, proporcionando bons momentos ao ar livre.

| Nome: | Fontelo |
| Descrição: | Ocupando uma vasta área a nascente da cidade, fazia parte da Quinta do Paço dos Bispos, que teve o seu maior esplendor no século XVI, com o bispo D. Miguel da Silva. A mata é rica em espécies vegetais e arvores (castanheiros e carvalhos) que devem ter acompanhado toda a história de Viseu no último milénio. O bispo D. Gonçalo Pinheiro mandou edificar ali uma pequena capela dedicada a S. Jerónimo de que apenas restam ruínas e memórias. Na parte mais baixa, com melhor aptidão agrícola, instalou-se a Estação Agrária de Viseu. A parte restante constitui o maior espaço verde público da cidade e tem sido utilizada para implantação de importantes equipamentos de lazer e desporto. Possui hoje um estádio, com bancadas renovadas, piscinas, courts de ténis, pavilhão polivalente, vários campos de treinos e ainda um parque de campismo e um parque infantil. Junto ao antigo Portal do Fontelo constitui-se a sede do Instituto português da Juventude. |
| Nome: | Parque Aquilino Ribeiro |
| Descrição: | O parque Aquilino Ribeiro apresenta-se à cidade como um aprazível espaço de fruição da Natureza. Um parque onde existem grandes árvores, diversas espécies botânicas, lago e zona relvada, tendo feito parte da quinta do antigo Convento de Sto. António dos Capuchos (doado aos franciscanos em 1635). No parque pode ainda visitar-se a Capela da Senhora da Vitória e observar-se a estátua do Dr. João de Barros. A designação actual – Parque Aquilino Ribeiro – é com certeza a homenagem merecida do povo da beira ao grande escritor beirão |
| Nome: | Quinta da Cruz |
| Descrição: |
Localizada na freguesia de São Salvador, nas imediações da povoação de Vil de Moinhos, a 5 minutos do centro da cidade. A propriedade foi recentemente adquirida pela Câmara Municipal de Viseu, com a finalidade de a converter numa mansão de arte, de cultura e de lazer para fruição pública, em ordem ao que irá receber bem delineadas obras de requalificação. A propriedade tem uma assinalável biodiversidade dendrológica, com a ocorrência de muitas árvores e outras lenhosas (arbustos e subarbustos) e de várias herbáceas e epífitas. Esta diversidade seria ainda maior, mas grande parte da Quinta é ocupada por um denso e fresco acacial de austrálias. Pese embora a presença de algumas espécies autótones, como o carvalho-alvarinho, o sobreiro, o loureiro ou o medronheiro, esta quinta não constitui exceção à regra dos nossos espaços verdes, onde sistematicamente se privilegiam espécies exóticas. |
| Nome: | Monte de Santa Luzia |
| Descrição: |
A Importância do Património Geológico |
| Nome: | Jardim Tomás Ribeiro |
| Descrição: |
A deslado do Rossio, contra a fachada poente da Câmara Municipal, o Jardim Tomás Ribeiro oferece-se à cidade como um local ajardinado, de sossego, com um recanto mais intimista e que desta forma romântica homenageia Tomás Ribeiro. |
| Nome: | Jardim das Mães |
| Descrição: |
Um simpático espaço ajardinado que recebe o toque afectuoso de um menino que dorme no colo de sua mãe, que Oliveira Ferreira soube captar num bronze artístico e de singular beleza, homenageando desta forma a terra de sua mãe. |
| Nome: | Jardim de Santa Cristina |
| Descrição: |
Junto da imponente Estátua do Bispo Alves Martins, podemos apreciar uma grande variedade de espécies de plantas e árvores, algumas das quais consideradas de interesse público. Um local de descanso bem no centro da Cidade. |
| Nome: | Jardim de Santo António |
| Descrição: |
Neste Jardim pode relaxar à sombra de todos os verdes que a ele o compõem deixe-se apenas contagiar pelo olhar cabisbaixo, que apela à introspeção, da Estátua do Soldado Desconhecido. O espaço deve o seu nome ao antigo convento de Santo António do qual resta a atual Igreja de Santo António. |
| Nome: | Monte do Crasto |
| Descrição: |
A toponímia conservou a recordação do povoado primitivo ali situado. Como em Santa Luzia o Cristianismo santificou o lugar mais alto do povoado pagão consagrando-o a Nossa Senhora. Situa-se a uma altitude de 612m e não foi alvo de qualquer exploração sistemática. No entanto, o seu estado de conservação aparente é melhor que o de Santa Luzia. A cerâmica que se apanha a esmo pelas encostas intra-muralhas leva-nos a pensar que teria sido habitado numa época contemporânea ao de Santa Luzia, finais da Idade de Bronze. No entanto, este castro continuaria a ser habitado na época seguinte, só assim se compreendendo a fortaleza das suas muralhas que, nalguns pontos, aparecem reforçadas por um segundo perímetro. É possível ainda fazer o percurso das muralhas, pois elas permaneceram quase intatas. Mesmo na base da encosta passa a antiga estrada romana que se liga ao castro por um troço bem conservado. Via em bom estado de conservação com cerca de 1.100m de comprimento, coberta de terra nalguns pontos. A largura média é de 3.80m. Toda lajeada, sofreu obras de remodelação ao longo dos séculos em que esteve ao serviço, sendo ainda hoje bem visíveis os resultados dessas obras. A meio do percurso, junto ao caminho para a Quinta de Ferronhe, existem umas alminhas. Passava junto às mamoas do Fojo (Couto de Cima) e das Pereiras (Bodiosa), seguindo depois em direção a Vouzela. |
| Nome: | Cava de Viriato |
| Descrição: |
Trata-se de um imenso octógono com mais de 2Km de perímetro e trinta e oito hectares de área. Dos primitivos muros restam quadro lados num estado razoável de conservação. A rodear todo o monumento existia um enorme fosso, de que resta um bom troço no lado noroeste. Discute-se ainda hoje a razão de ser da construção de tão grandioso monumento, único no território português: acampamento militar de carácter permanente ou temporário. A construção terá que se relacionar com a situação geográfica privilegiada de Viseu, em pleno coração da Lusitânia e principal centro viário do interior da Lusitânia. Qualquer destacamento militar que aqui se encontrasse estacionado podia, com a maior das facilidades, colocar-se rapidamente em qualquer ponto onde ocorressem problemas para a presença romana. Tem-se admitido como hipóteses mais prováveis para a construção da Cava, o séc. II ou I a.C., sendo Décimo Júnior Bruto ou Cássio Longino que por aqui passaram. A ligação da Cava a Viriato deverá ter ocorrido apenas no séc. XVI, por via erudita, época em que todas as povoações queriam apresentar algo que os ligasse às origens do povo português. No séc. XVIII, o Rei D.João V mandou que se protegesse a Cava para as gerações vindouras e no séc. XIX foi dada uma função social aos seus muros através da plantação de árvores e da instalação de um passeio público no topo dos muros ainda conservados, procedendo à inauguração o rei D. Luís. Papel social que ainda hoje assume. Uma vasta zona verde onde nos podemos refugiar do "reboliço". |