Museu Almeida Moreira

 

1. Missão
Conservação, estudo, publicação, exposição e interpretação do acervo artístico e do acervo documental de Francisco Almeida Moreira, ilustre viseense, no sentido da preservação e da valorização da nossa cultura local e nacional. 

2. História e Edifício
• Francisco de Almeida Moreira (1873-1939)
Após os estudos no Real Colégio Militar, inicia a sua carreira militar, em Lisboa. Paralelamente, desenvolve um particular gosto pelo desenho e uma grande sensibilidade estética, chegando a frequentar a Escola Politécnica, e relacionando-se com artistas como António Ramalho e Columbano Bordalo Pinheiro.
Regressa a Viseu, sendo destacado para o Regimento de Infantaria 14, onde desenvolve a sua atividade militar, atingindo a patente de Capitão.
Norteado pelo culto da arte, dedica-se ao colecionismo e à criação e organização do Museu Grão Vasco, sendo o seu fundador e primeiro diretor, divulgando-o a nível nacional e internacional, considerando as relações pessoais e profissionais que mantinha na área das artes.
A 18 de Dezembro de 1939, Francisco Almeida Moreira morre, deixando à cidade de Viseu e ao país um legado importantíssimo: a sua casa particular com as suas coleções e o Museu Grão Vasco.
• Casa do Soar de Cima
Com uma vista privilegiada sobre o Jardim das Mães e a Praça da República (Rossio), o edifício foi construído no século XIX, segundo projeto de arquitetura de Raul Lino, denotando claramente a influência do seu proprietário, ao nível da decoração exterior da casa, com a aplicação de inúmeros painéis de azulejos, o jardim na fachada da casa e as floreiras nas janelas laterais.
Casa de habitação de Francisco Almeida Moreira, figura ímpar na sociedade viseense e portuguesa no século XIX, foi legada, por testamento, em 1939, à cidade de Viseu, bem como a sua valiosa coleção artística e importante acervo documental, com a condição da Câmara Municipal a transformar em “Casa-Museu-Biblioteca”, sendo notória a intenção em perpetuar a sua memória, através da sua casa e dos seus haveres. 
Entre 1940 e 1962, a Casa do Soar esteve aberta ao público, com a designação de “Casa-Museu-Biblioteca”, mantendo os espaços e a coleção tal como Almeida Moreira tinha deixado, para que a população pudesse usufruir daquele espaço.
Entre Março de 1962 e Abril de 1965, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, a Casa do Soar de Cima sofreu obras de remodelação, dando lugar a um novo espaço museológico. A 28 de Abril de 1965, o espaço foi reaberto ao público com uma nova denominação: Museu Almeida Moreira, albergando uma exposição dedicada ao espólio do Capitão Almeida Moreira.
Entre 1997 e 2000, as exposições temporárias e algumas atividades deram vida ao Museu Almeida Moreira. Aquando das obras de remodelação do Museu Grão Vasco, entre 2001 e 2003, os seus serviços instalaram-se no Museu Almeida Moreira, tendo este sentido alguma dinâmica. Mesmo depois do regresso ao Museu Grão Vasco, continuaram aqui a funcionar os Serviços Educativos daquela instituição.
Posteriormente, entre Abril e Maio de 2008, por iniciativa da Câmara Municipal de Viseu e em parceria com o Museu Grão Vasco, o Museu Almeida Moreira foi remodelado, reabrindo “as portas” com a exposição “Gosto Pessoal”, que esteve patente ao público até Novembro de 2010, data em que encerrou para obras de requalificação e remodelação, reabrindo em Dezembro de 2012.

3. Coleções
O acervo do Museu Almeida Moreira é constituído exclusivamente pela coleção legada à Câmara Municipal de Viseu.
Trata-se de uma coleção eclética, reflexo do gosto do colecionador, com núcleos de pintura, escultura, cerâmica, mobiliário, ourivesaria, armaria, têxteis, além de outros núcleos com menos expressão. Paralelamente, encontra-se constituído um importante núcleo do acervo documental de Francisco Almeida Moreira.
Quanto ao núcleo de pintura, destaca-se claramente a pintura naturalista, na qual se integram artistas como Tomás da Anunciação, Columbano Bordalo Pinheiro, Joaquim Lopes, Luciano Freire, Alfredo Keil, Ezequiel Pereira, Marques de Oliveira, Alberto de Sousa, Silva Porto, José Malhoa, Soares Lopes, António Carneiro, Veloso Salgado, Amadeo de Souza Cardoso, entre outros. Integra igualmente aguarelas do próprio Almeida Moreira, Roque Gameiro e António Ramalho.
A coleção é também constituída por alguns exemplares de pintura religiosa, dos séculos XVI e XVII, merecendo destaque um óleo de S. Tiago, atribuído Henrique Fernandes (Escola de Grão Vasco).
Quanto à pintura estrangeira, destacam-se cenas do quotidiano, costumes e paisagens, merecendo destaque artistas como Carlos de Haes, De Couturand, Bertone. 
Quanto ao núcleo de escultura, é muito reduzido, merecendo destaque uma representação de um “Cristo Crucificado”, datado da primeira metade do século XVII, em marfim policromado, com incrustações de rubis; e as peças barrocas, das quais se salientam um Santo Agostinho, em madeira, e um conjunto formado por Santa Ana, a Virgem e o Menino, ambos do século XVIII.
Quanto ao núcleo de cerâmica, destacam-se os exemplares de faiança dos séculos XVII e XVIII, inglesa, holandesa e francesa, os exemplares de faiança de fábricas nacionais do século XIX e um núcleo notável de porcelanas orientais, merecendo destaque a Companhia das Índias.
Quanto ao núcleo de mobiliário, é constituído por peças dos séculos XVIII e XIX, nacionais e estrangeiros, merecendo destaque as cadeiras de pregaria e as cómodas do século XVIII, pertencente aos reinados de D. João V e de D. José, bem como uma mesa escrivaninha e um contador do século XIX, de estilo holandês.
Quanto ao núcleo de ourivesaria, destacam-se as pratas decorativas, além de peças de pequenas dimensões, em ouro e prata, de uso pessoal de Almeida Moreira.
Quanto ao núcleo de armaria, são poucos os exemplares, destacando-se algumas peças dos séculos XVIII, XIX e XX, permitindo conhecer parte do percurso militar de Francisco Almeida Moreira.
Quanto ao acervo documental, destacam-se as obras de Aquilino Ribeiro e Eça de Queirós, autografadas e com dedicatória, além dos inúmeros livros existentes no Museu e na Biblioteca Municipal de Viseu. Paralelamente, existem imensos documentos, tais como fotografias, correspondência, material turístico, entre outros, permitindo assim conhecer melhor a personagem de Francisco Almeida Moreira e a sua vivência.   

4. Atividades
Visitas guiadas: marcação prévia.
Peça em destaque

Almeida Moreira convida

 

5. Informações
Morada:
Rua do Soar de Cima
3500 – 211 Viseu
Telefone: 232 427 471
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Coordenadora: Drª. Sandra Alves
Vereadora do Pelouro: Drª. Ana Paula Santana
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Coordenadas GPS:
40º 39´ 30.44" N
 7º 54´ 47.57" O

Horário de funcionamento
Terça a domingo
10h00 – 12h00  e 14h00 – 17h00
Encerra à segunda-feira e feriados
Preço: Entrada gratuita